NOTÍCIAS
03/03/2010
Empresário José Mindlin morreu em SP no último domingo (28.02)

Bibliófilo de 95 anos estava internado no Hospital Albert Einstein. Velório foi realizado no domingo no hospital.
O bibliófilo e empresário José Mindlin morreu na manhã de domingo (28), com falência múltipla de órgãos, no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo.
José Ephim Mindlin (São Paulo, 8 de setembro de 1914 — São Paulo, 28 defevereiro de 2010) foi um advogado, empresário e bibliófilo brasileiro, ou seja, um apaixonado por livros. Mindlin, que tinha 95 anos e era membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), onde passou a ocupar a cadeira número 29 sucedendo a Josué Montello, estava internado havia um mês. O velório foi realizado no próprio hospital. O enterro eocorreu no Cemitério Israelita, na Vila Mariana, também na Zona Sul.
Filho do dentista Ephim Mindlin e de Fanny Mindlin, judeus nascidos em Odessa. Advogou por alguns anos, atividade que deixou para fundar a empresa Metal Leve, que mais tarde se tornou uma potência nacional no setor de peças para automóveis. José Mindlin deixou a empresa em 1996. Posteriormente, entre outras atividades, presidiu a Sociedade de Cultura Artística.
Após sua aposentadoria do mundo empresarial, Mindlin pôde dedicar-se integralmente a uma paixão que tinha desde os treze anos de idade: colecionar livros raros. Seu primeiro livro foi Discours sur l'Histoire universelle de Jacques-Bénigne Bossuet, de 1740. Ao completar 95 anos de idade, acumulava um acervo de aproximadamente 40 mil volumes, incluindo obras de literatura brasileira e portuguesa, relatos de viajantes, manuscritos históricos e literários (originais e provas tipográficas), periódicos, livros científicos e didáticos, iconografia e livros de artistas (gravuras). É considerada como a mais importante biblioteca privada do gênero, no Brasil.
"Nunca me considerei o dono desta biblioteca. Eu e Guita [esposa já falecida de Mindlin] éramos os guardiães destes livros que são um bem público". - José Mindlin.
Em junho de 2009, ele doou suabiblioteca, a maior coleção particulard e livros do Brasil, para a USP,transformando-a na a biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin.
Blog sobre o Bibliófilo
02/03/2010
Sarney recebe versão em braile do Código Civil
A primeira publicação em braile do Código Civil no país e a obra literária O Velho Senado, uma crônica de Machado de Assis, foram apresentados nesta terça-feira (2) ao presidente do Senado, José Sarney, pelo diretor da Secretaria Especial de Obras e Publicações (Seep - Gráfica do Senado), Florian Madruga.
- Essa é uma grande contribuição para facilitar a vida dos portadores de deficiência visual - declarou Sarney, durante a cerimônia de entrega.
Florian Madruga explicou que a gráfica recebeu a orientação da Presidência do Senado de investir na publicação de legislação brasileira em braile, pois poucas editoras no país o fazem. Até o momento, mais de 70 títulos - como a Constituição federal, as constituições estaduais, o Código de Defesa do Consumidor e os estatutos da Criança e do Adolescente (ECA) e do Idoso - já estão disponíveis, beneficiando 18 milhões de brasileiros usuários do braile. Agora, somam-se aos títulos o Código Civil, em cinco volumes, e a primeira obra literária da coleção.
Os livros serão distribuídos aos gabinetes e enviados para associações que lutam pelos direitos de pessoas portadoras de deficiência visual, para que componham suas bibliotecas. Escolas ou qualquer cidadão que tenha a deficiência que queira receber uma dessas publicações devem entrar em contato com a SEEP, enviando um email para seep@senado.gov.br com o pedido.
- As publicações em braile não são comercializadas, são doadas às instituições e qualquer cidadão portador de deficiência que queria receber, é só solicitar, que a gráfica vai atender - declarou Florian Madruga.
Os próximos livros a serem impressos, atendendo a um pedido das associações de portadores de deficiência visual, serão obras clássicas da literatura brasileira já em domínio público, como as que integram a Biblioteca Básica Brasileira.
Elina Rodrigues Pozzebom / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
01/03/2010
Brasileiro lê menos que há dois anos, diz pesquisa
O brasileiro hoje lê menos livros, visita menos exposições de arte e assiste a menos espetáculos de dança que em 2007. A queda foi detectada em uma pesquisa realizada pela Fecomércio do Rio de Janeiro, cujo objetivo é o de mensurar os hábitos de lazer relacionados à cultura. Em compensação, as pessoas aumentaram sua ida ao cinema e mantiveram o mesmo índice de visita ao teatro e aos shows de música.
O levantamento teve alcance nacional e foi realizado em mil domicílios situados em 70 cidades, incluindo 9 regiões metropolitanas. As apurações, realizadas em dezembro tanto no ano passado como em 2007, buscavam entender a visão da população sobre atividades culturais de lazer e os motivos que a levam a procurar por essas atividades. Também interessou descobrir a avaliação dos consumidores sobre sua participação no ambiente cultural.
As conclusões não foram animadoras. Para a questão a respeito do hábito cultural, como ler um livro, assistir a um filme no cinema, visitar exposições, ir ao teatro e a espetáculos de dança, 60% das pessoas responderam não ter praticado nenhuma daquelas atividades (em 2007, a cifra era de 55%). Motivo: falta de hábito ou gosto.
Já entre aqueles que desfrutaram ao menos um dos hábitos, a maioria (ou seja, 23%) disse ter lido um livro. A leitura, porém, parece estar cada vez mais em desuso pois, dois anos antes, a mesma atividade era confirmada por 31% das pessoas consultadas.
A partir dessas cifras, a pesquisa buscou dissecar os motivos da queda: 60% das pessoas responderam não ter o hábito da leitura, enquanto 22% foi direta, afirmando não gostar de ler. A restrição econômica não aparece como determinante, uma vez que apenas 6% confessaram não ter como pagar pelos livros. O teatro enfrenta situação semelhante, pois 38% das pessoas disseram não ter o hábito de frequentar as salas de espetáculo, enquanto 27% afirmaram não gostar de assistir a uma peça teatral. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Ministério da Cultura
03/02/2010
Empresa coloca estantes com livros na praia para comemorar 30 anos de seu móvel mais famoso
Bondi Beach, praia mais famosa da Austrália, recebe livros.
A empresa de design de mobílias IKEA colocou estantes com livros na praia Bondi Beach, a mais famosa da Austrália. A ação é comemoração dos 30 anos de um dos mais populares móveis da companhia, a estante Billy. Foram colocadas 30 delas na areia, com os mais diversos títulos de ficção e não-ficção. Os frequentadores da praia podem trocar seus livros por títulos presentes nas estantes ou então fazer doações em dinheiro que serão destinadas às fundações The Australian Literacy, de incentivo à literatura e linguagem, e Numeracy Foundation, que dá subsídios ao estudo de matemática e suas aplicações.A IKEA foi fundada em 1943 por Ingvar Kamprad, na Suécia. Filiais da empresa podem ser encontradas atualmente em diversos países ao redor do mundo. É referência na fabricação de móveis e artigos domésticos.
Fonte: site da Revista Pequenas Empresa Grandes Negócios
02/02/2010
Instalada na área do antigo carandiru, a biblioteca de são paulo terá estrutura adaptada para todos os tipos de deficientes e se aproxima do conceito de espaço de lazer das grandes livrarias

No teto da nova biblioteca, instalações feitas com reproduções de livros e histórias em quadrinhos
Pavilhão das letras
por Maria Eugênia de Menezes
Uma nova categoria de livrarias mudou o cenário cultural de São Paulo nos últimos anos. São lojas acolhedoras, que nasceram com a ambição de ser mais que simples locais de venda de livros, e, rapidamente, foram adotadas pelos paulistanos como pontos de encontro.
Fazem parte desse grupo a Livraria Cultura, que ocupou com uma loja de três andares o espaço do antigo cine Astor no Conjunto Nacional; e a Livraria da Vila da alameda Lorena, na qual o afamado arquiteto Isay Weinfeld criou um ambiente sofisticado, com café, auditório e uma área dedicada às crianças.
Na segunda (dia 8), a cidade ganha outro endereço do gênero: a Biblioteca de São Paulo. Só que, desta vez, trata-se de um equipamento público. Instalada no parque da Juventude, na área da antiga Casa de Detenção do Carandiru, a nova biblioteca se inspirou no conceito das grandes livrarias da cidade para conquistar seus leitores. "A ideia é que ela pareça uma 'megastore' pública", diz o secretário de Cultura do Estado, João Sayad. "Ela deve ter tudo aquilo que essas lojas oferecem, mas estará aberta para atender a todos."
A biblioteca custou cerca de R$ 12,5 milhões (R$ 10 milhões do Estado e R$ 2,5 milhões do Ministério da Cultura). E, para atrair seus futuros usuários, não investiu apenas na compra de novos livros. Além de dispor de outras mídias, como CDs e DVDs, o projeto centrou esforços na decoração do prédio, na oferta de tecnologia e em uma estrutura completamente acessível e preparada para atender aos deficientes físicos.
Iguais, mas diferentes
Os serviços especiais para deficientes incluem mesas reguláveis, que se adaptam a qualquer tamanho de cadeira de rodas, folheadores automáticos de páginas, para aqueles que perderam os movimentos das mãos, e também computadores com telas, teclados e mouses adaptados.
Usuários cegos terão ainda mil títulos de "audiobooks" e um equipamento que, instantaneamente, é capaz de transpor obras literárias convencionais para faixas de áudio ou placas em braile. "Isso deve ampliar muito as opções de livros para cegos", afirma Adriana Ferrari, gestora do projeto e assessora da secretaria de Cultura.
Uma equipe de atendentes também está sendo treinada para recepcioná-los. "Não dá para ser um atendimento padrão. Não pode ser invasivo nem muito distante", diz ela. "Temos que tratar a diferença para que eles sejam incluídos." A tentativa de satisfazer necessidades e predileções de todos os públicos levou o projeto a abarcar itens normalmente deixados de lado. Em uma sala reservada, o visitante terá acesso a um material proibido para menores de 18 anos. São livros e periódicos com conteúdo violento ou de teor erótico. "Não queremos censurar nada. As pessoas devem encontrar aqui tudo o que estão buscando", afirma Adriana. "Por isso, tem que ter a 'Playboy' também." A inspiração para este e muitos outros serviços oferecidos pela instituição, ela explica, veio da Biblioteca de Santiago, no Chile.
Assim como na congênere sul-americana, a Biblioteca de São Paulo dedica grande parte de seus 4.200 m2 aos mais jovens. Todo o andar térreo está dividido em alas para três faixas etárias: até três anos, de quatro a 11 anos e de 12 a 17 anos. Ali, poltronas coloridas e pufes se misturam a estantes baixas -projetadas sob medida- nas quais livros, discos e filmes ficam misturados e expostos diretamente ao público.
Também estarão à disposição cem computadores, com livre acesso à internet, dezenas de jogos eletrônicos e um aparelho Kindle, o livro digital da Amazon. "É uma tentativa de atrair o não leitor", afirma Sayad. "Se o hábito de ler voltar a ser moda algum dia, podemos fazer uma biblioteca escura, austera. Hoje, para conquistar o público de não leitores, ela precisa ser assim."
Estratégia de sedução
O esforço para seduzir os frequentadores pautou a escolha do espaço -próximo ao metrô- e o projeto arquitetônico, que contemplou um café, uma varanda com espaço para shows e saraus e um auditório. "Teremos uma programação de cursos e oficinas voltada, inclusive, para temas que não estão ligados à literatura, como o grafite", conta a diretora da biblioteca, Magda Montenegro.
Ela também promete um horário expandido de atendimento - pelo menos até as 21h de segunda a sexta, e até as 19h, aos sábados, domingos e feriados. "Não dá para fechar na mesma hora da repartição pública. A intenção é que as pessoas venham para cá depois do trabalho."
A busca pelo público não parou por aí. Para selecionar o acervo de 30 mil livros e 4.000 CDs e DVDs, a equipe da biblioteca levou em conta, essencialmente, a popularidade das obras.
Os cânones literários foram contemplados. Mas, assim como ocorre nas livrarias comerciais, Victor Hugo e Fernando Pessoa terão que dividir as prateleiras e as atenções com os best-sellers e os líderes das listas dos mais vendidos.
Não ficaram de fora os controversos livros de autoajuda, os romances de temática espírita nem os recentes hits do mercado editorial, como os volumes da saga "Crepúsculo". Jornais e revistas, nacionais e estrangeiros, completam a oferta.
"Não dá para medir por quantos Paulo Coelho uma pessoa precisa passar para chegar a um Machado de Assis", pondera a coordenadora do projeto. "Queremos que todos leiam aquilo que tiverem vontade."
Após a inauguração, explica o secretário, a intenção é que a instituição passe a funcionar como uma central para as 961 bibliotecas públicas dos municípios paulistas. Sua administração ficará a cargo da Poesis, a mesma organização social que está à frente do Museu da Língua Portuguesa e da Casa das Rosas.
Cerca de R$ 1 milhão será investido anualmente na aquisição de novas obras. "Não se trata de acumular muitos livros, mas de renová-los constantemente", defende Sayad. "O segredo do sucesso dessa biblioteca é saber comprar os livros sem nenhuma intenção professoral." Oferecer obras para todos os gostos e em todos os formatos para fisgar o inquieto leitor do século 21.
Como ser sócio
Para fazer a carteirinha da Biblioteca, basta apresentar documento de identidade e comprovante de residência. Aqueles que não têm domicílio fixo, caso dos moradores de rua, também poderão fazer empréstimos de livros. "Acreditamos que as pessoas irão devolver", diz Adriana Ferrari, gestora do projeto
No lugar do carandiru
A nova biblioteca foi construída no parque da Juventude. A área, onde já funcionou o antigo Complexo Penitenciário do Carandiru, foi transformada em parque em 2007. Hoje, oferece dez quadras poliesportivas, pista de skate, alamedas e bosque. Fica no bairro de Santana e tem acesso pelo metrô Carandiru.
Fonte: Revista da FOLHA