Introdução:
Com o aumento significativo da obesidade em crianças e adolescentes, especialistas vêm se preocupando com o crescimento dos casos de síndrome metabólica nesta faixa etária. Outra condição que potencializa a necessidade de publicações com esta temática é a necessidade de melhor esclarecer qual o melhor critério de diagnóstico para este distúrbio cardiometabólico. Assim, o presente estudo objetivou identificar a ocorrência de excesso de peso, síndrome metabólica e seus componentes em uma amostra de escolares.
Metodologia:
Trata-se de uma pesquisa epidemiológica de caráter transversal. Participaram 21 escolares, sendo 13 do sexo masculino (12,3±2,2anos) e 08 do feminino (11,7±1,5anos), matriculados em uma escola municipal de Santa Rita (PB). Para análise do excesso de peso foi utilizado o Índice de Massa Corporal considerando valores superiores ao Percentil 85 para sexo/idade. A síndrome metabólica foi diagnosticada pelo critério da Organização Mundial da Saúde que considera além da obesidade duas ou mais das seguintes condições: hipertrigliceridemia, baixos níveis de colesterol HDL, hipertensão arterial e intolerância à glicose. Os parâmetros analisados no ensaio enquadraram dados antropométricos e exames laboratoriais.
Resultados:
O estado nutricional enquadrou 9,5% com baixo peso, 57,1% eutróficos e 33,3% com excesso de peso (sobrepeso+obesidade). A prevalência de síndrome metabólica foi 14,3%, estando ausente em 85,7% dos sujeitos. Os componentes relacionados mais prevalentes foram: 57,1% colesterol HDL inferior ao esperado, 19,0% hipertensão e 14,3% obesidade.
Conclusão:
Os escolares apresentaram uma freqüência de excesso de peso superior a outros estudos epidemiológicos. A síndrome metabólica se mostrou presente em alguns casos e entre os seus principais componentes foi destacado o HDL-C que apresentou elevada freqüência nesta amostra. Um estudo com um número maior de jovens deve ser realizado visando detectar melhor a presença de desfechos metabólicos e cardiovasculares em escolares, contribuindo para intervenções mais precoces.