Introdução:
Com o advento da tecnologia tem ocorrido a diminuição da atividade física, condição que vem contribuindo para o aumento em taxas epidêmicas do excesso de peso e obesidade abdominal. Outra condição associada à inatividade física e obesidade é o diabetes mellitus que se apresenta como uma síndrome de etiologia múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou incapacidade da insulina exercer adequadamente suas ações. O objetivo deste estudo foi determinar o nível de atividade física e a prevalência de obesidade abdominal e hiperglicemia em adultos.
Métodos:
Trata-se de um estudo seccional com caráter descritivo e base epidemiológica. Formaram a amostra 39 sujeitos assistidos pelo “Programa Saúde Itinerante” promovido pelo Instituto Felipe Kumamoto de Pesquisas Médicas e Assistência a Saúde no município de Santa Rita (PB), sendo três homens e 36 mulheres. A classificação da atividade física foi dada a partir do IPAQ versão curta; A obesidade abdominal foi considerada como o perímetro da cintura superior a 80 no sexo feminino e 90 no masculino conforme a Federação Internacional de Diabetes. Para identificar hiperglicemia foram realizados exames sangüíneos padronizados, analisado em um laboratório de referência.
Resultados:
Em termos gerais: 12,8% são sedentários, 66,7% insuficientemente ativos, 17,9% ativos e 2,6% muito ativos. Em relação à centralização da gordura 84,2% apresentou obesidade abdominal. Quando observado a presença de hiperglicemia, foi visto que 5,1% apresentam intolerância à glicose e 15,4% diabetes melittus.
Conclusão:
Os participantes desta pesquisa mostraram uma elevada freqüência de inatividade física, fato que pode ter influenciado na alta taxa de obesos centrais. Problemas no metabolismo glicêmico também foram evidentes e enquadram esta população como de risco potencial para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.