Sidney dos Santos Pinheiro
Luciano Meireles de Pontes
Francisco Ítalo Duarte Kumamoto
Introdução: A dislipidemia agrava a lesão de órgãos-alvo na hipertensão arterial, determinando maior incidência de eventos coronários e maior deterioração da função renal. Objetivo: Identificar a prevalência de dislipidemia em hipertensos e a associação com a prática de atividade física em pacientes assistidos pelo Instituto Felipe Kumamoto de Pesquisas Médicas e Assistência a Saúde (IFK). Métodos: Trata-se de um estudo caso-controle seccional de base hospitalar a partir de dados secundários contidos em prontuários disponibilizados pelo IFK sediado em João Pessoa (PB). Selecionou-se para a amostra 42 pacientes com hipertensão diagnosticada clinicamente, sendo divididos em 12 casos e 30 controles. Analisou-se a presença de dislipidemias a partir de prontuários recrutados entre 2007 e 2008. A prática de atividade física foi considerada por meio de questões específicas categorizadas na anamnese dos participantes. Resultados: A dislipidemia foi presente em 29,3% dos hipertensos, sendo 32,1% no sexo masculino e 21,4% no feminino. A atividade física se apresentou como fator de proteção OR=0,87 (IC95%: 0,18-4,08) na relação entre casos e controles. Conclusão: A presença de dislipidemias nos hipertensos assistidos pelo IFK aqui investigados, foi evidente e preocupante, com maior freqüência nos indivíduos do sexo masculino. A prática de atividade física mostrou associação com a dislipidemia e a chance de ser dislipidêmico foi inferior nos ativos em relação aos pares sedentários. Desta forma, acredita-se que os pacientes hipertensos, além do controle farmacológico, devem aderir mais hábitos saudáveis ampliando a sua adesão à prática de atividade física para promoção de diversas adaptações fisiológicas que provoquem melhoras significantes no seu metabolismo lipídico.