PREVALÊNCIA E ASSOCIAÇÃO ENTRE O EXCESSO DE PESO E A HIPERTENSÃO ARTERIAL EM ASSISTIDOS PELO INSTITUTO FELIPE KUMAMOTO DE PESQUISAS MÉDICAS E ASSISTÊNCIA A SAÚDE – JOÃO PESSOA (PB) – BRASIL
Sidney dos Santos Pinheiro
Luciano Meireles de Pontes
Francisco Ítalo Duarte Kumamoto
Introdução: A prevenção primária da elevação da pressão arterial pode ser obtida através de mudanças nos componentes do estilo de vida, tais fatores são necessários principalmente para o controle do peso corporal. Objetivo: Identificar a prevalência e a relação entre o excesso de peso e a pressão arterial em pacientes assistidos pelo Instituto Felipe Kumamoto de Pesquisas Médicas e Assistência a Saúde (IFK). Métodos: Estudo transversal desenvolvido em amostragem não probabilística a partir de dados secundários contidos em prontuários disponibilizados pelo IFK sediado em João Pessoa (PB). A amostra foi composta por 111 prontuários com informações relacionadas ao atendimento clínico dos pacientes durante o período de 2007 a 2008. Analisou-se os dados antropométricos e pressão arterial, sendo classificado o estado nutricional para o diagnóstico do excesso de peso através do equacionamento do Índice de Massa Corporal (IMC) a partir da divisão do peso corporal (kg) pela estatura (m) elevada ao quadrado. Considerou-se excesso de peso o IMC superior a 24,9kg/m2; a hipertensão arterial foi classificada a partir do seguinte nível pressórico: PAS>140mmHg e/ou PAD>90mmHg. Resultados: A prevalência de hipertensão arterial e de excesso de peso foi 45,9% e 63,9% nos homens e 28,0% e 58,0% nas mulheres, respectivamente. A razão de chances apontou um risco 1,7 vezes superior de ser acometido pela hipertensão arterial nos obesos em relação aos seus pares eutróficos. Conclusão: Os pacientes assistidos pelo IFK apresentaram valores prevalentes tanto de hipertensão arterial quanto de sobrepeso e obesidade, com freqüências mais elevadas no sexo masculino. Neste estudo, foi observada uma moderada associação entre o excesso de peso e o status de hipertensão arterial, o que leva a crer que cuidados preventivos com o estado nutricional incluindo a prática de atividade física e o ajuste dos hábitos alimentares são imprescindíveis para o controle da pressão arterial e melhor qualidade de vida.